Morre aos 17 Anos em Porto Alegre Thalyta Vitória, a Prematura de 400g que Virou Símbolo de Luta Pela Vida
A potiguar Thalyta Vitória Silva de Santana, cuja história marcou o Rio Grande do Norte por sua notável sobrevivência como a bebê mais prematura a superar as adversidades no estado, faleceu na última sexta-feira (28). A jovem, de 17 anos, estava no Rio Grande do Sul e o óbito foi causado por complicações decorrentes de um quadro renal crônico.
Nascida com apenas 400 gramas no quinto mês de gestação, a trajetória de Thalyta foi, desde o princípio, um emblema de força e resistência.
🏥 Longa Batalha Pela Saúde
Ao longo de seus 17 anos de vida, Thalyta enfrentou um histórico médico extremamente complexo. Foram necessárias mais de 20 cirurgias realizadas em Natal e uma série de comorbidades graves, incluindo:
- Doença renal crônica em estágio terminal.
- Bexiga neurogênica.
- Perda visual progressiva, com aproximadamente 90% da visão do olho direito comprometida.
- Dores ósseas persistentes.
Apesar das severas limitações de saúde, sua vida foi caracterizada pela incessante luta por uma melhor qualidade de vida.
🩺 Tentativa de Transplante
Com a função renal drasticamente reduzida a cerca de 7%, a jovem necessitava de sessões de hemodiálise e foi indicada para um transplante renal. Devido à alta complexidade do caso, a equipe médica recomendou que o procedimento fosse realizado em um centro de referência especializado no Rio Grande do Sul.
Thalyta viajou a Porto Alegre para dar início à fase preparatória, que incluía consultas, exames e intervenções cirúrgicas na bexiga, tidas como um passo obrigatório para a inclusão na fila de transplante.
Contudo, a intervenção na bexiga não pôde ser realizada. A equipe médica constatou que o alto grau de aderências, resultado dos múltiplos procedimentos anteriores, impedia a cirurgia. O quadro clínico geral da jovem se agravou em decorrência de novas intercorrências, culminando em seu falecimento neste final de semana.
A vida de Thalyta Vitória mobilizou a sociedade potiguar, amigos e familiares. Diversas campanhas de arrecadação de fundos foram organizadas para custear despesas com deslocamento, hospedagem, exames e medicamentos necessários ao seu tratamento na região Sul do país, recebendo cobertura e apoio da imprensa local.