Meta nega ao TSE tratamento desigual entre campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro
A Meta enviou uma manifestação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (20) negando qualquer tratamento privilegiado ou desigual nas campanhas dos candidatos à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Representada por seus advogados no Brasil, a empresa dona do Facebook, Instagram e WhatsApp afirmou ter seguido rigorosamente as regras de isonomia eleitoral e citou parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) que reconhece a sua boa-fé. A plataforma solicitou ainda uma reunião de trabalho técnica com a Corte para detalhar o funcionamento e o formato de suas entregas.
A resposta atende a uma determinação proferida no último domingo (18) pelo ministro Marco Aurélio Bellizze, que deu prazo de 24 horas para que a Meta comprovasse o cumprimento integral das ordens do tribunal sobre anúncios e distribuição de conteúdo político, sob pena de multa diária de R$ 1 milhão. A medida atende a uma representação da campanha de Lula, que acusou a big tech de violar a paridade de armas nas redes sociais, citando anomalias em métricas de publicações durante o segundo turno.