Últimas notícias, agenda cultural, esportiva, turismo e muito mais
{"remix_data":[],"remix_entry_point":"challenges","source_tags":["local"],"origin":"unknown","total_draw_time":0,"total_draw_actions":0,"layers_used":0,"brushes_used":0,"photos_added":0,"total_editor_actions":{},"tools_used":{"effects":1,"transform":1},"is_sticker":false,"edited_since_last_sticker_save":true,"containsFTESticker":false}

Justiça Condena Taurus por Enganar Voluntários em Operação de “Resgate” Durante Enchente de 2024; Operação Resgatou Armas em Vez de Crianças

A Justiça Federal proferiu uma sentença que condena a fabricante de armamentos Taurus a indenizar seis voluntários por tê-los induzido a participar de uma operação de resgate sob falsa premissa durante a histórica enchente de 2024. Cada um dos envolvidos deverá receber R$ 10 mil.

​Os voluntários, inicialmente, acreditaram que a missão era para salvar crianças ilhadas em Porto Alegre, mas foram direcionados, na realidade, para retirar um estoque de armas da empresa que estava sob risco no aeroporto Salgado Filho.

​Detalhes da Operação e Quebra de Expectativa

​A missão foi convocada como “urgente e sigilosa” em um grupo de comunicação na noite de 8 de maio. Ao chegarem ao ponto de encontro em Canoas, os indivíduos descobriram que o foco da ação era o material bélico da Taurus.

​A decisão judicial aponta que a conduta da empresa configurou violação da boa-fé e quebra de expectativa dos participantes. Um dos voluntários testemunhou o choque ao tomar conhecimento do verdadeiro propósito da operação e relatou um ambiente de pressão no local. A Taurus, por sua vez, não se manifestou publicamente sobre o caso.

​União Absolvida e Recurso Cabível

​É importante notar que a condenação está em primeira instância e a Taurus ainda pode apresentar recurso.

​A União foi absolvida de responsabilidade. O entendimento da Justiça foi de que a Polícia Federal agiu legalmente e de forma necessária para garantir a segurança da operação, dado o contexto de calamidade e o risco de ações de grupos criminosos na região.

​Por fim, os voluntários foram sentenciados ao pagamento de honorários advocatícios de R$ 6 mil à União, valor que será dividido entre eles. Entretanto, esta cobrança está atualmente suspensa em razão da concessão do benefício da gratuidade da Justiça aos envolvidos.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.