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Foto: Brayan Martins/ PMPA

Motociclistas representam 70% das mortes entre condutores em Porto Alegre

Levantamento da EPTC aponta estabilidade no número total de óbitos em relação ao ano anterior, mas destaca alta incidência de infrações graves, como falta de habilitação e desrespeito à sinalização.

Levantamento da EPTC aponta estabilidade no número total de óbitos em relação ao ano anterior, mas destaca alta incidência de infrações graves, como falta de habilitação e desrespeito à sinalização.
Foto: Brayan Martins/ PMPA

​A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) divulgou o balanço consolidado dos sinistros de trânsito em Porto Alegre referentes ao ano de 2025. Os dados, analisados pelo Programa Vida no Trânsito (PVT), revelam um cenário de estabilidade quantitativa, mas acendem um alerta sobre o perfil das vítimas: os motociclistas seguem como o grupo mais exposto à fatalidade nas vias urbanas.

​Entre janeiro e dezembro de 2025, a capital gaúcha registrou 83 sinistros com morte, resultando em 84 vítimas fatais — número idêntico ao contabilizado no ano anterior. Segundo a EPTC, Porto Alegre ocupa atualmente a segunda posição entre as capitais brasileiras com a menor taxa de mortes no trânsito por 100 mil habitantes.

​Motocicletas: o principal fator de risco

​Embora a curva de crescimento das mortes tenha sido freada, a participação das motocicletas nos índices de mortalidade permanece elevada. Do total de vidas perdidas, as motos estiveram envolvidas em 45 casos (53%).

​Ao analisar especificamente os condutores que morreram, os motociclistas representam 70% (38 óbitos). O perfil majoritário dessas vítimas são adultos jovens, com idade média de 32 anos, inferior à média geral das vítimas de trânsito, que é de 40 anos.

​Sobre a motivação do deslocamento, o levantamento aponta que o risco não está restrito à atividade profissional:

​13 vítimas trabalhavam com motofrete (7 em serviço no momento do sinistro).

​16 vítimas utilizavam a moto para transporte cotidiano (não eram motoboys).

​9 casos não tiveram a finalidade do deslocamento identificada.

​Infrações graves e falta de CNH

​A análise dos fatores de risco evidencia que o comportamento humano é determinante para a ocorrência dos sinistros. As principais causas identificadas foram o desrespeito à sinalização (especialmente avanço de sinal vermelho ou pare) e o excesso de velocidade.

​Um dado chama a atenção das autoridades: em 25% dos sinistros fatais, pelo menos um dos condutores envolvidos não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) regular.

​O uso do celular ao volante, embora de difícil comprovação pericial, é apontado pela autarquia como um fator agravante significativo, devido à distração cognitiva e visual que provoca.

​Pedestres e Zonas de Risco

​Os pedestres correspondem a 29% das mortes (24 vítimas). Destes, 42% foram atingidos por automóveis e 29% por ônibus. O relatório destaca a vulnerabilidade dos idosos: pessoas acima de 60 anos representam 20% do total de mortos no trânsito, sendo que, neste grupo, 76% foram vítimas de atropelamento.

​As regiões com maior concentração de sinistros fatais foram:

​Zona Sul: 39%

​Zona Leste: 27%

​Zona Norte: 24%

​As vias arteriais de grande fluxo lideram as estatísticas, com destaque para a Avenida Bento Gonçalves (6 mortes), seguida pela Avenida Cavalhada (4 mortes).

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