EUA notificam Brasil em investigação de incidente envolvendo helicóptero com Trump; entenda
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) do Brasil foi oficialmente convocado pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) para atuar na apuração de um contratempo aéreo envolvendo o helicóptero do presidente norte-americano.
Investigação Internacional: O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) do Brasil foi oficialmente convocado pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) para atuar na apuração de um contratempo aéreo envolvendo o helicóptero do presidente norte-americano. A notificação segue os rigorosos protocolos da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), que exige o envolvimento técnico do país fabricante em ocorrências do tipo. O chamado ocorreu porque o avião comercial que cruzou o espaço aéreo presidencial é um jato E170, projetado e produzido pela fabricante brasileira Embraer e operado pela Envoy Air.
O episódio foi registrado no início de agosto, durante um deslocamento do helicóptero presidencial Marine One. A aeronave oficial passou a cerca de 1,5 quilômetro de distância do avião da Embraer, que havia acabado de decolar do Aeroporto Ronald Reagan, em Washington, rumo à Flórida. Essa margem estreita violou as diretrizes de distanciamento seguro e as normas de controle do espaço aéreo local, que exigem a paralisação preventiva de todo o tráfego comercial durante as movimentações do chefe de Estado na capital.
As investigações preliminares divulgadas recentemente pelas autoridades norte-americanas revelaram que uma falha técnica de comunicação foi o estopim do conflito de tráfego. Em virtude de obras na sede do governo, o helicóptero precisou utilizar um ponto de partida alternativo, situado em uma zona com problemas documentados de instabilidade de frequência de rádio. O protocolo de segurança determina que a torre de controle seja alertada com três minutos de antecedência para bloquear a pista, mas as duas tentativas de aviso feitas pelos agentes da Casa Branca falharam. O primeiro chamado sequer foi registrado pela torre, e o segundo chegou com o áudio completamente cortado e inaudível aos controladores.
Sem o recebimento do alerta de segurança obrigatório, a torre autorizou normalmente a partida do voo comercial. Apesar da quebra do padrão de distanciamento, as tripulações de ambas as aeronaves perceberam a proximidade e conseguiram estabelecer contato visual imediato ainda em voo. O governo norte-americano informou oficialmente que não houve situação de risco iminente à vida do presidente, e ambos os trajetos foram concluídos com aterrissagens seguras. Agora, as agências reguladoras do Brasil e dos Estados Unidos prosseguem com o inquérito técnico para corrigir definitivamente os gargalos de comunicação.
