FUTURO SECRETÁRIO DE ZUCCO DEFENDE DIÁLOGO COM GOVERNO FEDERAL E UNIÃO POLÍTICA PELO RS: “A DECISÃO NACIONAL DAS URNAS PRECISA SER RESPEITADA”
O futuro secretário-chefe da Casa Civil do Rio Grande do Sul, Leandro Sonne, publicou um artigo de opinião em GZH no qual apresenta as prioridades da próxima gestão de Luciano Zucco (PL) e defende a aproximação institucional com o governo federal, mesmo diante das diferenças políticas.
No texto, Sonne destaca que quase seis em cada dez gaúchos escolheram um projeto de mudança para o Estado. Segundo ele, a proposta é construir uma administração mais enxuta, eficiente e com profissionais de capacidade técnica e experiência.
Ao abordar a relação com Brasília, o futuro secretário reconhece que a eleição de Flávio Bolsonaro poderia representar um cenário de maior alinhamento político, mas ressalta que a decisão nacional das urnas precisa ser respeitada.
“O desafio é construir uma relação com o governo federal, colocando os interesses dos gaúchos acima de qualquer diferença partidária, e esperar retribuição e sensibilidade diante das dificuldades que o RS enfrenta”, escreveu.
Sonne também defendeu a redução de estruturas administrativas e despesas, citando a integração de secretarias, como Agricultura e Desenvolvimento Rural. Sobre a mudança, afirmou que ela não representa o abandono de políticas públicas, mas uma tentativa de eliminar sobreposições e melhorar os resultados. Também reforçou que “o compromisso de Zucco com a agricultura familiar permanece inalterado”.
Outro ponto abordado foi a necessidade de articulação política para resolver problemas históricos do Estado. Entre eles, Sonne citou a dívida do RS com a União e a demora em obras consideradas fundamentais, como a BR-290.
No artigo, ele ainda defendeu a construção de um pacto estadual envolvendo lideranças de diferentes partidos, prefeitos, deputados, Judiciário, Ministério Público, imprensa e entidades.
Ao concluir, o futuro secretário afirmou: “Com diálogo, articulação junto aos demais governadores, já iniciada por Zucco, e uma posição firme e unificada, teremos mais força para cobrar soluções”.