CASO GERA INVESTIGAÇÃO
Mulher é indiciada após enviar cachorro morto à Câmara de Novo Hamburgo; ela diz que ato foi um protesto
Uma mulher de 64 anos foi indiciada pela Polícia Civil após enviar o corpo de um cachorro morto para a Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. A encomenda foi destinada à vereadora Andreza Guerreiro (PP), conhecida pela atuação em defesa da causa animal. Em depoimento, a investigada afirmou que a ação teve como objetivo protestar contra o que considera omissão do poder público.
Segundo a investigação, o animal foi colocado em uma caixa acompanhada de um bilhete direcionado à parlamentar. A entrega foi realizada por um motorista de aplicativo, que, conforme a polícia, não tinha conhecimento do conteúdo transportado.
De acordo com a Polícia Civil, a mulher foi indiciada pelos crimes de injúria real, maus-tratos aos animais por omissão, além de descarte e transporte irregular de carcaça de animal. A hipótese de ameaça foi descartada, já que os investigadores concluíram que não havia indícios de intenção de intimidar a vereadora. A suspeita responde ao processo em liberdade.
As investigações apontam que o caso começou no dia 4, quando o cachorro da mulher, da raça pinscher, foi atacado por cães comunitários após sair para um passeio desacompanhado. A tutora relatou que limpou os ferimentos e administrou um medicamento para aliviar a dor, mas afirmou que não levou o animal ao veterinário por dificuldades financeiras e problemas de saúde.
O cão morreu na madrugada do dia 6. Na manhã do mesmo dia, a mulher colocou o corpo em uma caixa e providenciou o envio à Câmara de Vereadores. Antes disso, ela havia entrado em contato com o vice-prefeito de Novo Hamburgo para relatar a situação envolvendo cães comunitários. Segundo a prefeitura, as mensagens mencionavam o ataque ao animal, mas não continham pedido de ajuda.
Em depoimento, a investigada declarou que decidiu realizar o protesto por entender que as autoridades não teriam adotado medidas em relação aos cães comunitários da região. No entanto, a Polícia Civil informou que não encontrou registros anteriores de reclamações sobre o caso nos gabinetes citados durante a investigação.

