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A suspeita é acusada de simular ser uma criança pré-adolescente para ser acolhida por famílias, obtendo moradia e sustento de forma ilícita. Imagem: Reprodução

MULHER DE 37 ANOS PRESA EM SC POR FINGIR SER MENINA DE 12 JÁ HAVIA SIDO DETIDA NO RS E EM OUTROS ESTADOS POR APLICAR O MESMO GOLPE

CASO GABRIELE: Uma investigação policial revelou que Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, detida recentemente em Joinville (SC), possui um histórico recorrente de falsidade ideológica e estelionato em diferentes regiões do país. A suspeita é acusada de simular ser uma criança pré-adolescente para ser acolhida por famílias, obtendo moradia e sustento de forma ilícita.

 

A suspeita é acusada de simular ser uma criança pré-adolescente para ser acolhida por famílias, obtendo moradia e sustento de forma ilícita. Imagem: Reprodução
A suspeita é acusada de simular ser uma criança pré-adolescente para ser acolhida por famílias, obtendo moradia e sustento de forma ilícita. Imagem: Reprodução

 

O Modus Operandi da Suspeita

Segundo as investigações da Polícia Civil, a estratégia adotada seguia um padrão estruturado:

Acesso à rede de proteção: A investigada procurava conselhos tutelares, delegacias e unidades de saúde utilizando identidades falsas.

 

Alegação de vulnerabilidade: Ao se declarar menor de idade e relatar supostos abusos e diagnósticos como autismo, ela ativava o princípio da proteção integral do Estado, que é obrigado a acolher a suposta vítima.

Acolhimento familiar: Com a documentação falsa em mãos, ela comovia famílias para obter abrigo, adotando comportamentos infantilizados, como o uso de chupetas e mamadeiras.

 

Configuração de Estelionato: De acordo com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, a vantagem indevida exigida para a caracterização do crime de estelionato não se restringe a valores monetários. O usufruto de moradia, alimentação, afeto e vestuário por longos períodos configura o benefício ilícito.

 

Histórico de Casos Anteriores

A trajetória da suspeita inclui registros em diversas cidades e estados:

2021–2022 (Cachoeirinha – RS): Identificou-se como uma menina de 11 anos em uma unidade de pronto atendimento. Após alegar violência e ser encaminhada a um abrigo, a farsa foi descoberta, resultando em sua prisão preventiva na ala psiquiátrica de um hospital.

 

2024 (Pinto Bandeira – RS): Foi detida em flagrante por falsidade ideológica ao tentar replicar o golpe. Por se tratar de um crime de menor potencial ofensivo na ocasião, foi liberada após assinar um termo de compromisso.

 

Outras localidades: Há relatos de passagens da mulher por Porto Alegre, Caxias do Sul e Passo Fundo, além de investigações que apontam condutas similares em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás.

 

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